Hezbollah diz que cessar-fogo só valerá se soldados israelenses deixarem sul do Líbano

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Brasilia,02/06/2026

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    Hezbollah diz que cessar-fogo só valerá se soldados israelenses deixarem sul do Líbano

    g1.globo.com
    Hezbollah diz que cessar-fogo só valerá se soldados israelenses deixarem sul do Líbano


    Fumaça em Nabatieh, no Líbano, após ataque de Israel, em 16 de abril de 2026.
    Reuters
    O Hezbollah disse nesta quinta-feira (16) que só aceitará o cessar-fogo no Líbano anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, se soldados israelenses se retirarem do sul do país.
    Em um comunicado, o grupo terrorista, que Israel diz alvejar com os ataques ao Líbano, afirmou que a presença de tropas de Israel concederia automaticamente ao Líbano e seu povo "o direito de resistir".
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    No entanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o acordo de cessar-fogo firmado com o Líbano não inclui a retirada dos soldados.
    Em uma declaração escrita, Nabih Berri, aliado do Hezbollah e presidente do Parlamento libanês, instou os libaneses a "adiar seu retorno às suas cidades e vilarejos até que a situação se torne mais clara, de acordo com o acordo de cessar-fogo".
    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias.
    "Esses dois líderes [de Israel e do Líbano] concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias", anunciou Trump.
    Segundo o presidente note-americano, a trégua começará às 18h desta quinta (pelo horário de Brasília). Trump disse ainda ter falado por telefone com os líderes de ambos os países.
    ➡️ Embora o acordo preveja trégua com o Líbano, Israel diz estar lutando contra o grupo terrorista Hezbollah, grupo financiado pelo Irã, mas que atua no Líbano. Já o Exército libanês não se envolveu diretamente no conflito.
    Fontes do governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disseram à agência de notícias Reuter que Netanyahu convocou se gabinete para uma "discussão urgente sobre o cessar-fogo no Líbano".
    Mais cedo, tanto Trump quanto o governo israelense afirmaram que os líderes dos dois países se falariam, mas o governo libanês disse que o presidente do país, Josephe Aoun, se negou a falar com Netanyahu.
    O presidente norte-americano disse ainda que convidará Aoun e Netanayhu para uma reunião na Casa Branca. Caso isso ocorra, será o primeiro encontro entre líderes de Israel e do Líbano em três décadas.
    As relações entre os dois países do Oriente Médio, vizinhos, são estremecidas desde a década de 1970. Israel atacou o sul do Líbano em 1978 e novamente em 1982 para combater ofensivas constantes de milícias pró-Palestina.
    Trump e autoridades israelenses afirmam que líderes de Israel e Líbano vão conversar




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