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Brasilia,04/05/2026

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    Intercâmbio em 2026: Vale o investimento?

    Especialista revela como trabalhar, levar a família e evitar visto negado


    Intercâmbio em 2026: Vale o investimento? Faculdade Bryn Mawr College / Pensilvânia, Estados Unidos - Imagem de Carol Colman por Pixabay

    Intercâmbio

    O sonho de morar fora do país nunca esteve tão presente nos planos dos brasileiros, mas as dúvidas sobre custos, vistos e mercado de trabalho ainda são os maiores obstáculos. Para desmistificar esse universo, conversei com Nina Silveira, gerente da Travel Mate Goiânia e especialista em intercâmbio.

    Em um bate-papo esclarecedor para o portal da RadioEdu, Nina compartilhou sua trajetória pessoal, que começou aos 12 anos na Europa, e explicou por que o intercâmbio deve ser visto como um investimento estratégico de carreira e não apenas como um gasto.



    Na imagem, Nina Silveira, gerente da Travel Mate em Goiânia  Foto: Renato Everlooms/RadioEdu

    Muito além do idioma: Um investimento em carreira

    Segundo Nina, o intercâmbio é um divisor de águas no currículo. "As grandes empresas sabem que quem morou fora pensa 'fora da caixa'. É um upgrade de vida que as corporações valorizam profundamente", afirma. Ela ressalta que, embora o custo em moeda estrangeira seja um desafio, o planejamento antecipado permite que até mesmo profissionais de áreas distintas, como atendentes de caixa ou médicos, consigam realizar esse projeto.

    Trabalho e Família no Exterior

    Uma das maiores revelações da entrevista foi saber que é possível levar toda a família em um intercâmbio. Nina explica que, dependendo do destino e do tipo de curso (como graduações ou mestrados), é possível que o cônjuge receba permissão de trabalho e os filhos tenham acesso à educação pública de qualidade.

    Para quem foca em retorno financeiro imediato, destinos como Irlanda, Austrália e Dubai aparecem como favoritos, permitindo que o estudante trabalhe legalmente desde os primeiros dias de viagem.

    O Medo do Visto e a Importância do Suporte

    Um dos pontos altos da conversa foi o alerta sobre a burocracia. Nina esclareceu que ter um visto americano não garante entrada em outros países, mas pode facilitar processos em locais como México e Canadá através de autorizações eletrônicas. O segredo, segundo ela, está no perfil do aplicante e no suporte de uma agência que entenda as regras de cada consulado para evitar o prejuízo de um visto negado.

    "O intercâmbio modifica vidas como modificou a minha. Não é apenas vender uma viagem, é contribuir para o crescimento de uma pessoa", finaliza Nina.


    Saiba mais sobre intercâmbio e acompanhe os conteúdos do podcast RadioEdu em todas as plataformas de áudio.





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