Intercâmbio em 2026: Vale o investimento?
Especialista revela como trabalhar, levar a família e evitar visto negado
Faculdade Bryn Mawr College / Pensilvânia, Estados Unidos - Imagem de Carol Colman por Pixabay O sonho de morar fora do país nunca esteve tão presente nos planos dos brasileiros, mas as dúvidas sobre custos, vistos e mercado de trabalho ainda são os maiores obstáculos. Para desmistificar esse universo, conversei com Nina Silveira, gerente da Travel Mate Goiânia e especialista em intercâmbio.
Em um bate-papo esclarecedor para o portal da RadioEdu, Nina compartilhou sua trajetória pessoal, que começou aos 12 anos na Europa, e explicou por que o intercâmbio deve ser visto como um investimento estratégico de carreira e não apenas como um gasto.
Na imagem, Nina Silveira, gerente da Travel Mate em Goiânia — Foto: Renato Everlooms/RadioEdu
Muito além do idioma: Um investimento em carreira
Segundo Nina, o intercâmbio é um divisor de águas no currículo. "As grandes empresas sabem que quem morou fora pensa 'fora da caixa'. É um upgrade de vida que as corporações valorizam profundamente", afirma. Ela ressalta que, embora o custo em moeda estrangeira seja um desafio, o planejamento antecipado permite que até mesmo profissionais de áreas distintas, como atendentes de caixa ou médicos, consigam realizar esse projeto.
Trabalho e Família no Exterior
Uma das maiores revelações da entrevista foi saber que é possível levar toda a família em um intercâmbio. Nina explica que, dependendo do destino e do tipo de curso (como graduações ou mestrados), é possível que o cônjuge receba permissão de trabalho e os filhos tenham acesso à educação pública de qualidade.
Para quem foca em retorno financeiro imediato, destinos como Irlanda, Austrália e Dubai aparecem como favoritos, permitindo que o estudante trabalhe legalmente desde os primeiros dias de viagem.
O Medo do Visto e a Importância do Suporte
Um dos pontos altos da conversa foi o alerta sobre a burocracia. Nina esclareceu que ter um visto americano não garante entrada em outros países, mas pode facilitar processos em locais como México e Canadá através de autorizações eletrônicas. O segredo, segundo ela, está no perfil do aplicante e no suporte de uma agência que entenda as regras de cada consulado para evitar o prejuízo de um visto negado.
"O intercâmbio modifica vidas como modificou a minha. Não é apenas vender uma viagem, é contribuir para o crescimento de uma pessoa", finaliza Nina.
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